quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Manifestação contra morte dos trabalhadores da Usiminas
Assista aqui ao vídeo da manifestação.
Foram à manifestação os seguintes camaradas:
Aníbal Ortega
Zé Elias (secretário político)
Justino (secretário sindical)
Fernando (secretário de organização).
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Encontro na gleba II - Parque das Bandeiras
O PCB este presente no evento através de seus membros:
Justino - secretário sindical
Zé Elias - secretário político
Aníbal - o coração do partido em São Vicente
Fernando - secretário de organização.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Breve introdução ao comunismo - parte VIII > Ideologia, alienação, fetiche, indústria de comunicação de massas...

- A magia ou a crença segundo a qual certas palavras e gestos são capazes de alterar a realidade
- A crença em milagres (não me refiro aqui aos do Evangelho mas a crença na realização e mesmo na frequência de milagres no tempo presente)
- A crença no destino, na predestinação, no providencialismo ingênuo, no fado, na astrologia...
- A crença na corrupção total da natureza humana ou na incapacidade do homem, mormente encarado como um ser frágil, pusilamine e derrotado
- A crença num infalibilismo pleno ou absoluto por parte de um homem ou de um livro...
Como alguns fetiches vão perdendo sua eficácia outros vão sendo produzidos pela ideologia a serviço do sistema.
Dentre os inumeros exemplos de fetiches lançados pela mídia podemos citar:
- O fetiche da ascenssão social por meio do trabalho honesto, um dos mais arraigados na cultura popular
- Sucedâneo seu é o fetiche da loteria...
- O fetiche do consumismo segundo o qual a finalidade da vida humana é comprar coisas. Pessoas há que até se sentem bem ao comprar coisas das quais não precisam e que passam mal quando não podem comprar alguma coisa.
- As novelas ou filmes de teor romântico, nas qual o personagem mais pobre sempre herda a fortuna acumulada por algum tio rico ou ganha na loteria, comumente após ter ido a uma cerimônia religiosa qualquer.
- O carnaval. Excesso de liberdade que já não tem razão de ser numa sociedade livre e democrática.
- O futebol. Que para muitos usurpou o lugar da fé religiosa e absorveu até mesmo o sentido da vida.
- A droga, não só o entorpecente, mas o tabaco e o alcool em excesso enquanto fuga de uma realidade que não nos agrada mas que tampouco cogitamos em transformar.
- O sexismo ou supervalorização da líbido sexual e do prazer, que sucedeu ao período maniqueista da repressão e que tem sido usado com bastante perícia pela ideologia dominante com o intuito de absorver as energias todas do homem e desvia-lo de sua tarefa social.
A mídia lança mão de todos estes fetiches tentando cooptar e alienar o maior número de pessoas com o intuito de torna-las dóceis tendo em vista os intereses econômicos das elites dominantes.
Não devemos nos espantar diante do fato de que os fetiches disputam uns com os outros a predileção das pessoas estabelecendo uma divertida concorrência, no fim das contas todos estão a serviço do mesmo fim, fortalecer a ideologia enquanto máscara que encobre todas as mazelas sociais e nos impede de supera-las.
Ele recebe o nome de fetiche justamente porque mexe com as paixões, intereses e vontades das pessoas, destruindo tudo quanto há de nobre, sério e racional nelas. Elas acreditam que são felizes e que a felicidade esta ali... e não há o que discutir...
O enfeitiçado faz-se surdo aos apelos da razão e cuida que aqueles que desejam liberta-lo estão a fazer-lhe um imenso mal. Daí encarar seus benfeitores - os intelectuais comprometidos - como seus piores inimigos...
Para ele o socialista é pouco menos do que um criminoso... na medida em que destrói seus sonhos e procura desperta-lo do comodismo em que vive.
O fetiche não é algo a ser curado mas algo a ser evitado e a melhor profilaxia é uma educação de qualidade. Assim já sabemos porque o governo descuida da educação...
Porque face ao fetiche e a alienação a educação funciona como vacina.
P - De que forma ou porque meio o fetiche atinge as pessoas?
R - O fetiche pode ser recebido no próprio lar ou na comunidade por via do senso comum. Este não é o problema, fosse assim a Escola até que poderia resolver...
O problema são os instrumentos e mecanismos institucionais que reforçam os fetiches...
Assim a Escola quando assume o modelo empresarial e ensina as crianças a concorrerem umas com as outras desde cedo, nada mais pernicioso do que este tipo de escola verdadeiramente fetichista...
A maior parte das agremiações religiosas, em especial as seitas de cárater fundamentalista, solidificam os grilhões...
A parte do leão no entanto cabe a mídia ou seja aos meios de comunicação privados financiados pela burguesia com o intuito de manter a ideologia dominante, ou seja suas crenças, principios, valores...
A mídia cabe o papel de plasmar por assim dizer o imaginário popular das massas iletradas, recortando, misturando, manipulando e distorcendo as informações com o intuito de obscurecer a realidade...
É a mídia que cria ou que produz todas as necessidades artificiais que alimentam o mercado e que fazem o sistema funcionar de vento em popa.
É ela que define gostos e lança modas.
É ela que estabelece as prioridades da existência sempre com base no Ter e jamais cogitando no Ser.
É ela que determina aquilo que devemos comprar ou consumir para sermos felizes, como aquele cigarro ou aquela latinha de cerveja...
É ela que produz esse jogo artificial de cenas e imagens com o intutito de vender o segredo da felicidade ou a fórmula do amor...
É ela que persuade as pessoas sobre o que elas devem considerar importante ou fundamental em suas vidas, justamente o que não é, nem importante e tampouco fundamental, como o futebol, o carnaval, determinadas marcas de roupa, etc
Mesmo quando as pessoas não prestam atenção naquilo que estão vendo ou ouvindo tais mensagens vão penetrando o inconsciente delas e impregnando-o cada vez mais... É assim que o fetiche ganha força, a ideologia se reproduz e a alienação impera.
TODOS OS TRÊS ELEMENTOS ACIMA DESCRITOS FAZEM COM QUE TODA NOSSA VIDA SEJA UMA VIDA DE APARÊNCIAS, A SERVIÇO DE FUTILIDADES E NÃO UMA VIDA REAL EM CONEXÃO COM O PROCESSO HISTÓRICO.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Capitalismo uma história de amor
Disclose.tv - Capitalismo - Uma História de Amor_1-2 Video
Disclose.tv - Capitalismo - Uma Historia de Amor_2-2 Video
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Trabalhadores da Rhodia são demitidos por causa das doenças contraídas no trabalho
A burguesia é assim, explora o proletariado a não mais poder. E quando parte desse proletariado já não serve descarta-se dele como se fosse lixo, algo que já não presta. A burguesia não tem nenhum compromisso com os trabalhadores, seu único compromisso é com os lucros gerados pela força de trabalho de seus operários, e esse lucro não passa de um roubo, isto é, a mais-valia.
É justo que os trabalhadores, depois de serem explorados ao máximo sejam demitidos porque ficaram impossibilitados de exercer seus respectivos ofícios por causa das enfermidades contraídas no local de trabalho por culpa da irresponsabilidade da própria indústria? Assista, caro leitor a reportagem da TV TRIBUNA: http://www.tvtribuna.com/videos/?video=6349
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Breve introdução ao Comunismo - parte VII > Breve histórico e significado da Dialética
Possui raiz semelhante a de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição de idéias que leva a outras idéias e que tem sido um tema central na Filosofia desde a antiguidade.
Aos poucos, passou a ser a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de uma argumentação capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discussão.`Pela oposição e integração dos extremos a D é auxiliar indispensável na produção e formulação de idéias centradas ou equilibradas, isto é a síntese.
"Aristóteles considerava Zenão de Eléia (aprox. 490-430 a.C.) o fundador da dialética. Outros consideraram Sócrates." (Konder, 1987, p. 7).
No entanto a Dialética é tão antiga que deita suas raízes em Heráclito de Éfeso, cuja filosofia, bastante dinâmica, postula a constante passagem de lá para cá.
Para Platão, a dialética é sinônimo de filosofia, o método mais eficaz de aproximação entre as idéias particulares e as idéias universais ou puras. É a técnica de perguntar, responder e refutar que ele teria aprendido com Sócrates. Platão considera que apenas através do diálogo o filósofo deve procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das idéias. Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade.
Aristóteles jamais negou a Dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. "Provável é o que parece aceitável a todos, ou à maioria, ou aos mais conhecidos e ilustres", diz ele.
Teve pois o mérito impar de reconhecer a problematicidade da questão.
Pois não sendo imediatamente perceptível ou apreensível, o movimento dialético torna-se passível de, a exemplo do evolucionismo (ao menos enquanto paradigma de pensamento) e da psicanálise, ser classificado como metafísico.
Eis porque Immanuel Kant - o grande inimigo da metafísica e da racionalidade - reedita capciosamente a noção aristotélica quando define a dialética como a "lógica da aparência". Pois enquanto para Aristóteles - que era metafísico- a dialética era não só plausível como válida, para ele, Kant é uma mera ilusão pois baseia-se em princípios puramente subjetivos. Por subjetivos leia-se que não é imediatamente apreenssivel pelos sentidos mas formulado pelo intelecto após detido exame analógico ou comparativo.
A Dialética é dado absolutamente certo mas obtido a longo prazo devido a uma analise comparativa e densa da realidade que nos envolve.
Hegel, que foi o pensador alemão mais chegado a nossa herança grega - apesar de seu vezo platônico ou idealista - aplicou o metódo dialético ao estudo e analise das idéias e teorias, enquanto motor do pensamento ou melhor do progresso do pensamento humano.
Marx, discípulo de Hegel e adepto do materialismo histórico, inverteu - como ele mesmo disse - o esquema de ponta cabeça e fez a dialética descer do céu a terra encarnando-se na História. Desde então a Dialética tornou-se - em mãos dos historiadores marxistas - um instrumento precioso no que diz respeito a analise e compreensão da realidade em sua dimensão histórica.
- Esquema da Dialética:
- Tese - A sexualidade humana é algo quase que vergonhoso, devendo ser rigorosamente policiada e reprimida. (modelo puritano prevalecente até a Revolução Sexual há cerca de cinquenta anos). É O EXTREMO INICIAL OU AÇÃO
- Antítese - A sexualidade humana é o valor supremo e sua prática não deve conhecer limite algum. (pensamento típico do Marquês de Sade, bastante divulgado após a Revolução sexual). É O EXTREMO RESULTANTE OU REAÇÃO QUE SE OPÕE A TÉSE.
- SÍNTESE - A sexualidade humana é positiva, constituindo um dos valores que caracterizam nossa condição e devendo ser encarada com naturalidade sob o primado da alteridade. (pensamento que deve vir a ser atingido pelas gerações futuras). DIRIMIDA A OPOSIÇÃO OU CONFLITO SURGE UMA POSIÇÃO INTERMEDIÁRIA QUE INCORPORA ELEMENTOS PRESENTES NA TÉSE E NA ANTÍTESE.
Esquema dialético proposto por Marx:
- Tese: senhores da antiguidade
- Antitese: Escravos
- Sintese: Nobreza feudal. LOGO NOVA TESE
- Antítese: Servos da Gleba
- Síntese: Burguesia ou classe capitalista ora dominante. LOGO NOVA TESE
- Antitese: proletariado ou classe trabalhadora.
- Síntese a ser realizada pelo socialismo: o homem livre ou futuro.
Eis porque se diz que a oposição ou conflito é o motor que faz andar a História e humanidade caminhar.
A noção de conflito aqui não deve ser compreendida a luz do darwinismo social, ou seja sempre como uma luta feroz ou violenta expressa em termos de coerção e resistência física ou em guerra aberta.
Isto é válido de certo modo para a dominação dos escravos pelos senhores no mundo antigo, ali a exploração do trabalho alheio e a apropriação do valor produzido se fazia a luz do dia por meio da força bruta ou da violência.
Todavia a luta ou conflito entre patrícios e plebeus - que não foi menos real e viva - transcorreu durante cerca de quatrocentos anos dentro de uma institucionalidade cada vez mais aperfeiçoada pela mobilização dos plebeus, com emprego inclusive, de táticas que antecipam de algum modo a desobediência civil. Aqui o papel da força foi mínimo e o papel do conflito armado bastante reduzido.
Quanto a emancipação dos servos durante o fim da Idade Média, embora tivessem ocorridos levantes e rebeliões como as Jacqueries, sucedeu-se mais por fatores de ordem externa e de natureza acentuadamente econômica, como o restabelecimento do comércio e a mortandade causada pela peste negra. (Cf Huberman. 'História da riqueza do homem')
Tendo Marx advertido seus leitores de que o capitalismo triunfante, ao invés de ter apelado a coerção física com o intuito de amealhar sua força de trabalho, forjou uma série de armas ideológicas destinadas, a falsear a realidade e a alienar o trabalhador - cf Franz Hinkelammert 'As armas ideologicas da morte' concluimos muito logicamente que ao menos em príncipio o combate se faz na ordem das idéias na medida em que o socialista procurar e deve procurar levar ao trabalhador, antes de tudo o conhecimento da realidade ( ou seja da mais valida, do mercado de reservar, etc), derrubando os ídolos e fetiches que o escravizam mentalmente, ou seja, conscientizando-o. Não podemos fugir aquilo que Paulo Freire denominou conscientização.
Conflito portanto significa antes de tudo oposição ou luta de qualquer tipo - educacional, sindical, política, social, etc - e sob qualquer forma e não necessariamente um conflito armado ou uma guerra aberta, tal e qual postulam os jacobinistas e anarquistas. Em certas situações - como disse Engels - o conflito armado até pode acontecer, este tipo de conflito no entanto esta longe de abarcar e de esgotar a noção marxista de conflito (que é muito mais ampla). A identificação vulgar: conflito = luta armada, implica notório reducionismo por parte daqueles que ou não leram MEW ou leram traduções viciadas ou não compreenderam nada.
Mais adiante retomaremos o conceito de Marx a esse respeito.
Manifestação dos Bagrinhos da Estiva
A categoria está lutando para que seus direitos assegurados pela lei 8630/93 sejam respeitados. Os trabalhadores organizaram o movimento porque estão pressionando para que a empresa amplie o número de registros. As principais reivindicações são: abrir 400 vagas para suprir os 4 anos e meio sem chamada, fechar um acordo que seja baseado em um critério justo e não prejudique os trabalhadores que dependem apenas do porto para sobreviver. Estes critérios devem ser: valorização do tempo de cadastro (os mais antigos terem a prioridade) e as horas trabalhadas (aqueles que se engajam mais nos postos de tirada de trabalho têm mais horas).
O movimento vem se organizando desde o ano passado, sendo que foi eleita uma comissão de representação composta por seis bagres, da qual eu faço parte. E desde o ano passado estamos entrando em contato com a superintendente do OGMO, porém nossas exigências não são atendidas. A resposta que vem da empresa OGMO é que estão estudando e preparando as etapas do processo de seleção para as vagas de registro, mas não existe por parte deles a clareza nas informações, os critérios não estão sendo discutidos e este é o motivo da nossa revolta.
Essas atitudes por parte da empresa nos forçaram a tomar essa atitude de embate, e montamos o acampamento em frente ao prédio do OGMO para dar visibilidade a nossa luta. Só sairemos de lá quando for divulgada a lista dos cadastros que vão passar para o registro, e que o registro seja distribuído entre os trabalhadores que tem preferência na escala de trabalho, critério que consideramos justo.
Todos os anos o OGMO divulga as diretrizes e no ano de 2009 foi constatado que havia um excedente de 40% no quadro de cadastros. Já no ano de 2010 devido ao aumento de trabalho no porto, faltavam trabalhadores para completar os trabalhos, principalmente no embarque de açúcar. Diante dessa situação, o OGMO deveria passar os cadastros para registro e assim suprir a falta de trabalhadores. Mas a empresa contratou mais 250 cadastros, sem fazer um levantamento da situação e, até o momento, não convocou trabalhadores para o registro.
Por esses todos os motivos estamos acampados em frente ao OGMO, numa manifestação e de lá só sairemos quando nossa situação for resolvida de modo satisfatório.
Lênin Braga
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Lênin Braga é bagrinho, estivador não cadastrado e milita no PCB de São Vicente
